RESISTÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS AO HERBICIDA GLIFOSATO NO BRASIL (SITUAÇÃO ATUAL E MITIGAÇÃO)

O glifosato foi lançado comercialmente no Brasil em 1978 e vem sendo utilizado na dessecação de plantas daninhas nos sistemas conservacionistas de plantio direto, assim como no controle não seletivo de plantas daninhas em culturas perenes e semi-perenes (cana-de-açúcar, fruticultura e silvicultura). No entanto, a aplicação do glifosato intensificou-se significativamente com o evento das culturas geneticamente modificadas tolerantes a esse herbicida. Apesar de sua utilização intensiva na agricultura brasileira, o primeiro registro de caso de resistência ao glifosato no Brasil foi relatado recentemente (2002/2003). No Brasil, de acordo como os procedimentos adotados pelo HRAC, a seleção de populações resistentes ao glifosato foi comprovada cientificamente em quatro espécies de plantas daninhas: Lolium multiflorum (2003), Conyza bonariensis (2005), Conyza canadensis (2005) e Digitaria insularis (2008). O relato da seleção de populações da planta daninha Euphorbia heterophylla na região Sul do Brasil não foi confirmado e pesquisas demonstraram que se as recomendações especificadas na bula do glifosato forem seguidas, tanto em pré-semeadura para estabelecimento do sistema de plantio direto (dessecação), como em pós-semeadura em áreas de culturas tolerantes ao glifosato, o controle dessa planta daninha pelo glifosato continua sendo eficiente. Por causa dos seus atributos positivos é previsível que o glifosato continue sendo dominante na agricultura brasileira. Para garantir a sustentabilidade da sua utilização futura, um programa de “Stewardship” foi desenvolvido para este herbicida