LIXIVIAÇÃO DE SULFENTRAZONA E AMICARBAZONA COM A ADIÇÃO DE ÓLEO MINERAL EM RESPOSTA À PRECIPITAÇÃO E EMERGÊNCIA DE IPOMOEA SPP.

O presente trabalho objetivou avaliar a lixiviação dos herbicidas sulfentrazona e amicarbazona aplicados no campo, com e sem óleo mineral. Em área de plantio de cana-de-açúcar, após acumuladas precipitações de 35, 67 e 106 mm, tubos de PVC de 10 cm de diâmetro, seccionados longitudinalmente, foram enterrados até à profundidade de 35 cm. Os tubos foram retirados e, depois da última amostragem (106 mm), foram semeadas as plantas testes, sorgo e Ipomoea nil, em toda a seção dos tubos. Avaliações visuais de fitotoxidade aos 7, 10 e 15 dias após a sementeira (DAS) e aos 20 DAS procedeu-se à determinação do peso seco. O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados, em esquema de parcelas subdivididas com quatro repetições. As parcelas consistiram da aplicação dos herbicidas (amicarbazona e sulfentrazona), adicionados ou não de óleo, com testemunha sem herbicida. Nas subparcelas estudou-se as profundidades de lixiviação (0,0-2,5; 2,5-5,0; 5, 0-10; 10-15; 15-20; 20-25; 25-30; 30-35 cm). Pelo bioensaio, a presença da sulfentrazona foi estimada na camada 0-10 cm de profundidade, mesmo com 106 mm de precipitação e independentemente da adição do óleo. Para a amicarbazona sob 35 mm de precipitação, constatou-se a presença até 15 cm de profundidade, independentemente da adição do óleo. Com o aumento da precipitação para 67 mm, o produto foi lixiviado para camadas mais profundas e a adição do óleo manteve o produto nos 15 cm superficiais. Com 105 mm de precipitação, o produto deixou de ser fitotóxico, independentemente da adição do óleo.