GESTÃO DE PLANTAS DANINHAS EM SOJA TRANSGÊNICA TOLERANTE AO GLYPHOSATE ASSOCIADO A COBERTURAS VEGETAIS NA ENTRESSAFRA

Para avaliar a gestão de plantas daninhas em soja transgênica tolerante ao herbicida glyphosate, associado a coberturas vegetais na entressafra, foi desenvolvido experimento em condições de campo (março/2007-abril/2008), na Fazenda de Ensino, Pesquisa e Produção da UNESP, Campus de Jaboticabal, SP. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados, em esquema de parcelas subdivididas, com quatro repetições. Avaliaram-se nas parcelas três coberturas vegetais [Brachiaria brizantha (braquiarão cv. Marandu), Pennisetum americanum (milheto forrageiro cv. BN2) e vegetação espontânea] e nas subparcelas quatro tratamentos de herbicidas [glyphosate (720 e 1200 g.ha-1 de equivalente ácido em aplicações únicas e 960 g.ha-1 associado a 720 g.ha-1 em aplicação sequencial), chlorimuron – ethyl (10 g.ha-1) + lactofen (96 g.ha-1) e fluazifop-p-butyl (187,5 g.ha-1) em aplicação sequencial] e duas testemunhas sem aplicação de herbicida. A aplicação única de 720 g.ha-1 de glyphosate, independente da cobertura vegetal utilizada na entressafra, foi suficiente para o controle adequado de Acanthospermum hispidum, Alternanthera tenella, Amaranthus sp., Bidens pilosa, Richardia brasiliensis, Xanthium strumarium, Cenchrus echinatus, Digitaria sp. e Eleusine indica; com resultados similares ao do tratamento convencional (chlorimuron-ethyl + lactofen com sequencial de fluazifop-p-buthyl). A cobertura com braquiarão contribuiu com o controle químico, exercendo ótima supressão das plantas daninhas. Os herbicidas testados não afetaram o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da soja. As plantas de soja crescidas sobre os resíduos vegetais de braquiarão e milheto forrageiro apresentaram maior altura, porém, nenhuma outra característica avaliada na cultura foi influenciada pelas coberturas.