EVOLUÇÃO DE CO2 E ATIVIDADES ENZIMATICAS EM AMOSTRAS DE SOLO TRATADO COM HERBICIDAS

Os efeitos dos herbicidas bentazon, metolachlor, trifluralin, imazethapyr, imazethapyr+lactofen, haloxyfop-methyl, glyphosate e chlorimuron-ethyl testados em duas concentrações (2 e 10 vezes a dose media recomendada por hectare) sobre a atividade microbiana foram estudados em amostras de solo que nunca receberam tratamento com herbicidas anteriormente. Como bioindicadores se utilizou a respiração microbiana, quantificando-se a emissão de CO2 aos 2, 4, 8, 12, 16, 20, e 24 dias após incubação, a atividade da enzima desidrogenase e a hidrólise de diacetato de fluoresceína (FDA), aos 8 e 28 dias. Bentazon e a mistura de imazethapyr+lactofen na maior concentração, e o haloxyfop-methyl nas duas concentrações, apresentaram efeitos inibitórios na respiração edáfica, embora diferentes em época e duração do efeito. Nenhum dos tratamentos herbicidas afetou a hidrólise da FDA. A atividade da desidrogenase foi inibida nas amostras de solo com altas concentrações de bentazon e imazethapyr; no entanto foi estimulada nos tratamentos com baixas concentrações de metolachlor e imazethapyr, e na maior concentração de glyphosate. A respiração basal e a atividade da desidrogenase apresentaram maior sensibilidade na detecção de efeitos dos herbicidas sobre a microbiota do solo que as determinações da hidrólise de FDA. Só encontrou-se correlação significativa entre a atividade da desidrogenase e a respiração basal aos oito dias de incubação. Os resultados destacam a importância da consideração de múltiples indicadores na avaliação dos efeitos de herbicidas na microbiota do solo