AVALIAÇÃO DA SUSPEITA DE RESISTÊNCIA DE CAPIM-AMARGOSO (DIGITARIA INSULARIS) AO HERBICIDA GLIFOSATO EM POMARES DE CITRINOS NO ESTADO DE SÃO PAULO – BRASIL

Este trabalho foi conduzido com o objetivo de avaliar comparativamente a susceptibilidade de duas populações de capim-amargoso ao herbicida glifosato em pomares de citrinos no Brasil. Dois ensaios foram realizados em condições de casa-de-vegetação, ambos com uma população supostamente suscetível (S) proveniente do município de Piracicaba, SP cujas sementes foram coletadas de área sem histórico de aplicação repetitiva do glifosato, e uma população supostamente resistente (R) proveniente de área de produção de citrus com histórico de pelo menos 15 anos de aplicação do glifosato, localizada em Matão, SP. Os tratamentos herbicidas foram aplicados no estádio de 5 a 6 filhos, com 12 a 15 cm de altura em ambas as populações. Os tratamentos com glifosato (g e.a. ha-1) para o ensaio 1 foram: 5.760; 1.440; 360; 90; 22,5; 5,625 e 0,0 g e.a. ha-1 e para o ensaio 2 foram: 12, 9, 6, 3 L ha-1 e ausência do herbicida. As avaliações de eficácia ocorreram aos 28 dias após a aplicação (DAA) dos tratamentos herbicidas para o ensaio 1, e aos 63 DAA para o ensaio 2, sendo que para esta população foi também medida a peso seco, em g. Os resultados foram ajustados a curvas de dose-resposta. Os resultados comparativos entre as populações R e S de capim amargoso comprovam a suspeita de resistência da população R comparada com a população S.